quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Da serrana minh’alma toda a paz tolhi
Das escarpas cortadas meu sangue feito água
Escorrendo ve(ne)noso afluente sem mágoa
Afundava no fundo a memória de ti

Foste tu fogo a arder nesse Agosto quente
Foste bosque em chamas madeira crepitante
Fumo que anestesia tão nervoso cortante
Fagulha rubra brasa levada na gente

Achaste-me corsa no mato era flor virgem
Consumiste de mim tornando pó do chão
Do verde escarpado hoje só resta fuligem

A estéril negra terra não mais dará pão
Para vós todos quantos ouçam pensem e cismem
Nada mais foste qu’um incêndio de Verão

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